quarta-feira, 25 de abril de 2012

Índice do livro "Bruxas"


Introdução, 19
Parte 1 Os povos celtas, 27
Capítulos
1 Origem das primeiras comunidades europeias, 31
2 Surgimento dos povos celtas, 35
3 Os gauleses – celtas da Gália, 40
4 Os Gálatas – celtas da Ásia, 43
5 Os Celtíberos – celtas da Península Ibérica, 45
6 Celtas na Alemanha, República Tcheca e Grécia, 47
7 Os celtas da Grã-Bretanha, 49
8 Os celtas da Escócia, 54
9 Os celtas do País de Gales, 58
10 Os celtas da Irlanda, 59
11 As tribos célticas mais conhecidas, 62
12 As sociedades matrilineares celtas, 66
13 A condição da mulher nas sociedades celtas até a romanização
e a posterior cristianização, 69
14 A condição da mulher nas sociedades celtas após a cristianização, 81
15 As casas das bruxas celtas, 85
16 Aparência física dos celtas, 96
17 Ritos célticos funerários, 101
18 Os monumentos de pedras, 106

Parte 2 Religião celta, 109
Capítulos
19 Religião e magia – conceitos, 112
20 Conceito medieval e moderno de “bruxa”, 113
21 O Outro Mundo, 115
22 Os deuses celtas, 126
23 Domínios célticos do Outro Mundo e sua conexão com a Natureza, 134
24 A antiga arte celta de contar histórias, 141
25 A música e a poesia encantadas do Faery, 145
26 Druidisas, bruxas celtas, seanachies e profetisas – a mulher como oficiante na religião celta, 147
27 Os druidas, 151
28 A história do tuatha dè Danann e seus quatro tesouros mágicos, 160
29 O calendário céltico, 163
30 Maldições célticas, 176
31 Juramentos célticos, 182
Parte 3 Introdução à prática da magia celta, 187
Capítulos
32 O poder dos rituais segundo Jung, 190
33 As iniciações na magia celta, 193
34 A Prece do Coração, 195
35 Nomes encantados, 196
36 Roupas da bruxa para rituais – a roupa encantada, 198
37 O livro encantado, 202
38 Os Espíritos Guardiões da Natureza, 204
39 Instrumentos básicos para a prática da magia celta, 208

Parte 4 Magia celta – rituais elementares, 209
Capítulos
40 Glannad ou purifi cação, 213
41 Ritual de meditação e conexão com as árvores, 217
42 Ritual de magnetização de talismãs/amuletos, 219
43 Os quatro tesouros na magia celta, 225
44 Ritual de consagração dos quatro tesouros, 242
45 Ritual de saudação dos guardiões das estações, 245
46 Os Espaços Sagrados celtas, 249

Parte 5 Magia celta – Draíocht, 267
Capítulos
47 Varinhas encantadas, 271
48 Glannad na Draíocht, 283
49 Ritual de invocação do Guardião Encantado, 284
50 Celebrações do calendário céltico, 288
51 Canção encantada do País das Fadas, 294
52 Encantamento para visitar o País das Fadas, 296
53 Ritual celta de proteção da criança, 299
54 Ritual celta de casamento, 305
55 Ritual celta de preparação para a desencarnação, 315
56 Criando uma barreira druídica de proteção — airbe drùad — para o lar e para seus moradores, 317
57 O Pote da Abundância e Prosperidade, 325
58 Encantamento para obter a dá sheallach ou segunda visão, 326
59 Pós encantados, 328
60 Encantamento para afastar inimigos, 331
61 Poções encantadas, 332
62 Feitiço para anular maldições, 337
63 Juramento das bruxas celtas, 340

Parte 6 As bruxas na história, 341
Capítulos
64 Igreja Católica – a instituição que fala em nome de Deus e Jesus mas usa os métodos do diabo, 344
65 Malleus Malefi carum – a obra que demonizou as mulheres, 347
66 O que a Igreja Católica Apostólica Romana usurpou e distorceu
da Religião Celta, 355
67 Bruxas e Jesus, 363

Parte 7 Ogam – O oráculo céltico das árvores, 365
68 Introdução ao Ogam, 368
69 Signifi cado das letras ogâmicas, 375
70 Métodos de leitura do Ogam, 416

Tabelas para consultas rápidas, 421

Bibliografia, 427

segunda-feira, 16 de abril de 2012

As bruxas celtas existiram?

(Trecho extraído da Introdução do livro "Bruxas")


A mitologia celta é povoada por bruxas e feiticeiras poderosas que podiam mudar sua própria forma e a das pessoas e transformá-las em animais ou objetos, eram videntes, previam o futuro, estavam sempre às voltas com o povo das fadas e outras criaturas encantadas, indo e vindo do Faery e do Outro Mundo.
Nos mitos também aparecem bruxos, embora com menor frequência, pois o mais comum é que a fi gura masculina represente papéis como de heróis-guerreiros, druidas e bardos. A mulher celta, por sua vez, não fica atrás e também exerce funções como as de rainha, guerreira, druidisa, barda, satirista e profetisa.
As bruxas das narrativas célticas antigas não necessariamente eram personagens más, apesar de existirem algumas que tinham especial vocação para a maldade, entretanto, nem sempre podiam ser consideradas essencialmente boas. Eram apenas mulheres dotadas de poderes “sobrenaturais” (para mim não existem poderes sobrenaturais, sendo antes poderes naturais dos quais todos os seres humanos são dotados, porém, algumas pessoas os desenvolvem mais que outras e aprendem a usá-los), portadoras do conhecimento ancestral da religião celta, conquanto estivessem ainda sujeitas às paixões humanas.
Há uma discussão acadêmica entre arqueólogos, historiadores, pesquisadores e professores acerca da veracidade das informações que constam dos mitos célticos. Para alguns, não passam de folclore ou lendas e não devem receber maior importância além da cultural.
Todavia, para outros estudiosos, os mitos preservaram histórias reais que ocorreram há milênios e que, passadas de geração a geração, ganharam componentes fantásticos e irreais. Mesmo assim, tais histórias não podem ser descartadas, devendo antes ser analisadas cuidadosamente, procurando-se deixar de lado os atributos fantasiosos sem desprezar as valiosas informações de ocorrências históricas entre os povos celtas antigos.
Em adoção a este segundo entendimento sobre os mitos célticos, se há tantos relatos sobre bruxas e feiticeiras celtas, deve existir um fundo de verdade, isto é, provavelmente no mundo céltico da antiguidade bruxas e feiticeiras foram mulheres de carne e osso que possuíam dons espirituais especiais e os usaram para o bem ou para o mal.

Para saber mais sobre quem eram as bruxas celtas e os rituais, encantamentos, feitiços que praticavam na antiguidade, leia "Bruxas". Lançado em maio/2012.