domingo, 27 de abril de 2014

Interessantes Histórias sobre Naufrágios



La Belle

O navio La Belle foi recuperado na costa do Texas. Para tanto, a Comissão Histórica do Texas construiu uma enseada artificial em pleno mar, bombeando a água para fora. Depois de dois anos de trabalho, foram recuperados 1 milhão de objetos, dentre os quais 750.000 eram vidros coloridos usados pelos colonizadores como moeda de troca com os índios.
O La Belle e outros três navios, o L’Aimble, Le Joly e Saint François, partiram da França em 1.684 com 300 homens e a missão de colonizar a bacia do Rio Mississipi, na América. Mas a expedição foi um desastre. Nas Antilhas, o Saint François foi tomado por piratas. Na viagem, o escorbuto e a malária mataram muitos tripulantes. A frota passou direto pelo Mississipi, dirigindo-se por engano para o Texas, 800 quilômetros adiante. Na Baía de Matagorda o L’Aimable afundou, levando suprimentos vitais. Então, parte dos tripulantes desistiu e voltou para a França no Le Joly.
Mas o comandante da missão, La Salle, permaneceu no La Belle com 170 homens e prosseguiu. Em dezembro de 1.685 saiu de canoa para encontrar o Mississipi. O La Belle seguia atrás. Durante um mês, os dois grupos exploraram a região sem manter contato, até o galeão ser encontrado às moscas: a tripulação inteira fora morta pelos índios. Duas semanas depois, o explorador saiu de novo, deixando oito homens a bordo. Nunca mais viu o navio. Em 1.686, o La Belle foi afundado por uma tempestade.

HMS Curacoa

O transatlântico mais famoso do mundo, o Queen Mary, foi protagonista de um obscuro acontecimento perto das costas de Irlanda. Quando se encontrava a 80Km da ilha, o Queen Mary que transportava a 10.000 soldados americanos e canadenses se chocou contra o seu navio-escolta, o HMS Curacoa, que era bem menor. O Curacoa foi atingido no meio e como o gigante Queen Mary sequer reduziu a marcha, foi partido em dois e afundou em seis minutos. Neste dia fatídico, 338 membros da tripulação perderam a vida. O acontecimento converteu-se num dos segredos melhor guardados da II Guerra Mundial.


HMS Audacious

Na costa norte da Irlanda, mergulhadores descobriram em águas profundas os restos de um couraçado. Tratava-se do superdreadnought britânico HMS Audacious, que afundou no início da I Guerra Mundial. Naquele momento acreditava-se que era impossível o Audacious afundar: era o orgulho da Marinha Real britânica e a sua unidade mais poderosa para a primeira linha de batalha.
Entretanto, falhas de projeto e a incompetência da equipe de emergência do navio levaram centenas de pessoas à morte quando o navio explodiu, na época por causas inexplicáveis.
O alto comando da Armada Britânica ordenou a não divulgação do ocorrido e chegaram ao ridículo de construir um navio para imitar o Audacious e dizer que ainda navegava. A tripulação do Audacious que sobreviveu jurou silêncio e foi recolocada. Nunca mais ninguém falou no assunto.

SS Armenian

 O SS Armenian era um navio de carga americano que em 1.915 passava pelo canal de Bristol transportando, dentre outras coisas, 1.400 mulas destinadas à frente de batalha oriental. Um submarino alemão detectou o navio e fez disparos de aviso. Para evitar ser capturado, o capitão do SS Armenian iniciou a fuga enquanto o submergível o atingia com disparos. O capitão ordenou à tripulação que abandonasse o navio. Assim que os últimos tripulantes estavam a salvo nos botes salva-vidas, o submarino lançou um torpedo fazendo o navio afundar em alguns minutos, levando consigo os pobres animais.
Mais de 90 anos depois, o navio que ficou conhecido como Bone Wreck, ou “naufrágio de ossos” ainda não havia sido encontrado e equipes de mergulhadores profissionais continuam procurando por ele.

Wilhelm Gustloff


No fim da 2ª Guerra Mundial, este navio alemão que transportava milhares de civis refugiados da guerra foi bombardeado por um submarino soviético, o S13, no mar báltico e afundou, matando milhares de pessoas inocentes, em parte afogadas ou por hipotermia (a temperatura era de -10ºC).
Projetado para levar 2.000 pessoas, naquela noite (30/01/1945) transportava cerca de 9.343, em sua maioria mulheres e crianças que fugiam da invasão russa, assim como soldados feridos. Apesar do número de mortos superar e muito o do Titanic (onde morreram cerca de 1.500 pessoas), não causou a comoção que o naufrágio deste último, que ocorreu em 1.912, causou.

Goya

Era um cargueiro norueguês construído em 1.940, pilhado pela Alemanha nazista quando esta ocupava a Noruega. Em 16 de abril de 1.945, zarpou da península de Hel pelo mar Báltico levando militares feridos e civis que fugiam do exército russo.
Como ocorreu com o Wilhelm Gustloff, foi percebido pelo submarino russo L-3. O navio começou a afundar 7 minutos após ser atingido por torpedos, tempo muito curto para uma possível evacuação.  Porém o que mais impressiona nessa tragédia é o número de mortos: mais de 7mil pessoas morreram, ao passo que apenas 183 foram resgatadas.




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