terça-feira, 20 de junho de 2017

O segredo para criar poderosos talismãs/amuletos ogâmicos



No capítulo 27 do livro "Ogam - A Magia Celta Revelada", abordo talismãs e amuletos, o que são, como criá-los e o segredo para que sejam realmente poderosos e eficientes. 
Segue parte do capítulo para melhor esclarecer os interessados (p. 332/333):

"O grande segredo do poder dos talismãs/amuletos repousa, primeiramente, no símbolo escolhido e, em segundo lugar, na correta magnetização do talismã, tornando-o apto a emanar as energias que seu portador pretende receber.
A palavra “magnetismo” significa “nome comum às propriedades características dos campos e substâncias magnéticas; a influência exercida por um indivíduo na vontade de outros, fascinação, encantamento”[1].


Por este motivo, é importante que você crie seu próprio amuleto/talismã, pois ao confeccioná-lo e consagrá-lo, estará se conectando aos domínios ou ilhas do Outro Mundo, de onde atrairá a vibração, potência que pretende imprimir em seu amuleto, transformando-o num captador daquela faixa vibratória específica representada pelo símbolo ogâmico, a qual será emanada e recebida por você sempre que usar seu talismã.
Você também pode criar um amuleto para presentear alguém. Neste caso, diga-lhe o que significa o símbolo ogâmico e qual sua função, para que ela se conecte conscientemente ao arquétipo daquele símbolo, isto é, à sua faixa vibracional no Outro Mundo, passando a receber esta energia captada e emanada pelo amuleto.
O talismã pode ser de qualquer material, embora quanto mais natural, melhor. Os mais usados são metal, madeira, cristal, mas também pode ser feito de argila, massa de modelar, papel e vidro.
Pode ser pequeno, em forma de pingente ou não; ou pode ser grande, para proteger ambientes, imóveis, veículos, etc, embora o tamanho não influencie na capacidade do talismã de captar e emanar a energia desejada.
Pessoalmente, gosto muito de utilizar madeira, sementes e cristais para criar meus talismãs, conquanto tenha talismãs de prata.
Os cristais possuem propriedades físico-químicas[2] capazes de captar, amplificar e emanar de forma potencializada a energia representada pelo símbolo ogâmico.
Após consagrar seu talismã, use-o preferencialmente no pescoço, embora possa ser usado em uma pulseira, como anel, na carteira, no bolso, preso à roupa por alfinete (especialmente no caso de bebês) etc.
Você poderá criar mais de um talismã, bem como poderá criar um pantáculo, do grego pan = tudo e kleo = honra, significa “toda honra”, que no caso pode ser compreendido como “todo poder”.
O pantáculo é um talismã composto por mais de um símbolo, ou composto por símbolos e palavras, cujo significado somente seu criador deve conhecer.
            Ao preparar e consagrar corretamente um talismã, este passará a emanar todo o poder que o símbolo ogâmico invoca da Natureza e dos domínios do Outro Mundo.
Tenha em mente que o Ogam é formado por símbolos ancestrais criados para representar as energias das árvores, de seres encantados deste e do Outro Mundo e da Criação, conectando-se e atraindo determinados eflúvios magnéticos, doando-os ao seu portador.
Portanto, é preciso conhecimento e respeito para lidar com as Ogams, que certamente não poderão ser usadas para prejudicar ninguém. Estes símbolos existem há milênios, e quando acessados e trabalhados, desencadeiam grande poder em nossas vidas, transformando-nos e o mundo ao nosso redor.
O daoine sìth (povo encantado ou fadas) e as criaturas encantadas reconhecem estes sinais ancestrais e são atraídos por eles, especialmente se você já estabeleceu contato e angariou sua simpatia e amizade.
Por este motivo, sugiro que você conheça ao menos os fundamentos da Magia Celta, embora fosse interessante que conhecesse também a Draíocht ou Magia Celta Druídica (Avançada).
Outro ponto imprescindível para criar talismãs ogâmicos poderosos e eficazes é que você conheça muito bem o significado de cada Ogam – as palavras-chave, os títulos, as árvores, seus potenciais, sua sombra.
Advirto que ao trabalhar com o Ogam, você deve ser humilde, reconhecendo que sempre se pode aprender mais. Peça somente o necessário e nada além, pois uma montanha deve ser escalada com um passo de cada vez.
Jamais tenha a pretensão de dominar a Arte da Magia Celta, tampouco as fadas, as criaturas encantadas, os guardiões e os sídhe (espíritos ancestrais ou não). Esta ilusão será sua ruína.
Por fim, se você tentar usar o Ogam para fins menos dignos, desencadeará a fúria dos domínios (águas primordiais, Sol, céu, árvores), das fadas, das criaturas encantadas, dos sídhe (espíritos) em sua vida, e terá de arcar com as devastadoras consequências, pois nada que esteja sob a égide da Magia Celta pode ser aplicado para o mal.



[1] Dicionário Aurélio.
[2] Para mais informações, leia o Capítulo “Ritual de Magnetização de Talismãs/Amuletos”, Parte 4, Bruxas Celtas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário